História do Santuário

A história do Santuário Diocesano Nossa Senhora da Natividade,  está mesclada com a história da colonozação do município. Assim, também, aconteceu com toda a colonização brasileira. A primeira coisa que faziam era plantar uma cruz, sinal da presença de Deus. Nessa época, o Poder Civil e Eclesiástico caminhavam juntos. Um justificava o outro. O poder civil legitimava sua ações de denominação, através do Poder Religioso. As colonizações e os desbravamentos eram feitos em nome de Deus, pois os Reis se consideravam emissários de Deus.

 

A fundação do povoado e da Igreja, segundo o livro de Tombo da Paróquia, data do ano de 1821, 1831. Nessa época, a Diocese de Campos não existia. Toda a Região Norte e Noroeste Fluminense, pertencia a Diocese de Niterói, por ser um período em que a Igreja estava vinculada ao Estado.

 

Quando um povoado era elevado à categoria de Freguesia, também, era legitimado pelo Estado a invocação do Santo Padroeiro.

 

A data de fundação da Paróquia, consta no "Decreto n.º 636 de 23 de agosto de 1853, no território que constitui o antigo 2º distrito da freguesia de Santo Antônio de Guarus, do Município de Campos, o qual terá a invocação de Nossa Senhora da Natividade." Esse decreto nº 636 está citado novamente no decreto nº 1944 de 14 de dezembro de 1861. Com as declarações desses decretos fica confirmado, historicamente, a criação da Paróquia Nossa Senhora da Natividade.

 

Em 1951 chegou, como cura, o Pe. Dominiano Félix da Assunção. Com a promulgação do Decreto nº 636 de 23 de agosto de 1853, foi confirmado na função de Vigário, o Padre Dominiciano.

 

No ano de 1856 começaram as obras de Igreja Matris, no mesmo local da Igreja atual. As obras terminaram em 1867.

 

Em 1874 faleceu o vigário Domiciano, sendo o primeiro a ser enterrado no cemitério existente.

 

Durante mais de 150 anos, já passaram pelo Santuário Diocesano Nossa Senhora da Natividade 34 sacerdotes.

 

Pe. Domiciano Felix da Assunção........................1851-1874

Pe. Antônio Roberto........................................1874-1875

Pe. João Batista de Souza.................................1876-1904

Pe. Frederico Theodoro Hermano Rabe...............1904-1906

Pe. César João Serra........................................1906-1910

Pe. Antônio Bernardino da Fonte.......................1910-1914

Pe. José Rodrigues Caetano..............................1914-1916

Pe. Luiz Viola..................................................1916-1919

Pe. Libório Nobele...........................................1919-1924

Pe. Francisco Travasso.....................................1924-1925

Pe. Antônio Marques da Silveira.........................1925-1928

Pe. Alexandre Gonçalves Camello.......................1928-1929

Pe. José Antônio Dias......................................1929-1932

Pe. Oscar de Oliveira........................................1932-1933

Pe. Otávio Moreira...........................................1932-1936

Pe. Wenceslau de Carvalho...............................1936-1937

Pe. Jaime Coelho Barbosa.................................1937-1938

Pe. Oscar Ferreira da Silva.................................1938-1941

Mons. Miguel dos Reis Mello...............................1941-1954

Mons. Olivácio Nogueira Martins..........................1954-1960

Pe. José Fernando Alvim Nascimento..................1960-1964

Pe. José Moacir Peçanha...................................1964-1984

Pe. Roberto Gomes Guimarães (coadjuntor).........1964

Pe. Afonso Egídio Rauber SCJ ............................1984-1986

Pe. Oscar Lougen SCJ (coadjuntor).....................1985-1992

Pe. Alberto Luiz Huber SCJ ...............................1986-1994

Pe. Tarcilo Back SCJ (coadjuntor) ......................1993-1994

Pe. Dílson de Souza Gama ................................1995-1998

Pe. Alcemar Pereira da Silva ..............................1999-2000

Pe. Marcos Paulo Pinalli da Costa ........................de fevereiro a abril de 2001

Pe. Maxwel dos Santos Almeida..........................maio de 2001

Pe. Dílson de Souza Gama..................................de junho a dezembro de 2001

Pe. Paulo Raimundo do Carmo............................2002-2005

Pe. Marco Antônio Soares

Pe. Leandro de Andrade Chaves

Pe. Paulo Raimundo do Carmo..........................atual Pároco

 

De 1941 a 2003 a Paróquia nunca ficou sem assistência de sacerdotes. A Paróquia Nossa Senhora da Natividade, recebeu um grande presente no ano de seu centésimo quinquagésimo aniversário: "a Consagração e a Elevação a Categoria de Santuário Diocesano". De agora em diante a nossa querida Paróquia será chamada: Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Natividade". Título à altura, pois somo privilegiados por ter a Mãe de Jesus como nossa padroeira e modelo de vida cristã a seguir. Assim diz Maria no Evangelho de Lucas 1,38: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra".

 

Aspectos relevantes dos 150 anos

A primeira visita do bispo diocesano de Niterói à Paróquia, Exmo. Revmo. Dom Agostinho Benassi, ocorreu nos dias 7 e 8 de setembro de 1947. Em sua segunda visita, julho de 1922, ministrou o sacramento da crisma para 1.340 fiéis.

 

A diocese de Campos foi criada em dezembro de 1922. No ano de 2002 comemorou 80 anos. O primeiro bispo diocesano foi Dom Henrique Mourão. A sua primeira visita a Paróquia ocorreu em setembro de 1924.

 

Outro evento importante aconteceu em janeiro de 1956: Dom Antonio de Castro Mayer, institui a adoração ao Santíssimo Sacramento em todas as paróquias da diocese, sendo a nossam nos dias 16 e 31 de cada mês. Atualmente, o dia da adoração é dia 18 de cada mês.

 

A primeira processão de Corpus Christi em nossa paróquia ocorreu em junho de 1960.

 

Um dos filhos da terra, Joaquim Ferreira Sobrinho, foi ordenado diácono em 01 de janeiro de 1961 e ordenado sacerdote na Catedral Santíssimo Salvador em Campos, no dia 08 de dezembro de 1961 e celebrou a 1ª missa em nossa paróquia, com a presença de vários sacerdotes, em 12 de dezembro de 1961.

 

Em 1967 começaram as aparições de Nossa Senhora ao Sr. Dr. Fausto Faria, em sua fazenda, no Coqueiros, Esse fato tornou-se público. Contudo, apesar de todas as evidências e sinais, graças recebidas pelos devotos, ainda não foi aprovado pela Igreja. A cada ano que passa aumenta a procura dos devotos. O dia da festa acontece no dia 12 de julho. Atualmente são celebradas missas todo dia 12 de cada mês.

 

D. Carlos Alberto Navarro, promeiro bispo da Diocese, depois do Concílio Vaticano II, visitou a nossa Paróquia, pela primeira vez em janeiro de 1982. Nesta época, a Igreja particular de Campos passava por momentos delicados e tristes. Por convicções pessoais o Sr. Bispo Dom Antonio de Castro Mayer e uma parcela do clero, não aceitaram as resoluções do Concílio Vaticano II, estabelecendo assim, um grande cisma na Igreja. Todas as paróquias da diocese sofreram muito. A situação ficou tão delicada, que muitos fiéis travaram grandes batalhas. Quase todas questões eclesiásticas foram resolvidas na justiça civil. Em nossa paróquia foi uma barbaridade, pareciam as cruzadas da Idade Média, quando os cristãos lutavam e nome de Deus para defender suas convicções de fé. Graças a Deus, todo esse tempo de luto chegou ao fim. Em janeiro de 2002, o Papa João Paulo II, terminou com o cisma, aceitou o pedido de comunhão dos irmãos afastados. A cerimônia ocorreu na Basílica do Santíssimo Salvador, com a presença dos representantes do Santo Padre, Bispo Diocesano D. Roberto Gomes Guimarães, e seu clero. D. Licínio Rangel, bispo dos fiéis afastados da comunhão e seu clero, bispos da provéncia ecesiástica, religiosos e grande multidão de fiéis.

 

Em fevereiro de 1984, chega em nossa Paróquia a Congregação do Sagrado Coração de Jesus, dehonianos, na pessoa do Pe. Afonso Egídio Rauber, Pe. Oscar Longen, Pe. Alberto Luiz Huber, Pe. Tarcilo Back e os frateres. Os sacerdotes dehonianos foram uma bênção de Deus para nossa Paróquia. Eles enfrentaram os grandes embates estabelecidos pelo cisma do Concílio Vaticano II, estabelecido em toda a diocese de Campos. O saudoso padre Afonso foi um grande herói nessa batalha. Desde o término do Concílio em 1965 até 1982, quando D. Carlos Alberto chegou na diocese, a nossa paróquia fechada no sectarismo religioso. Antes da chegada dos padres dehonianos, recebemos ajuda dos padres da diocese de Caratinga-MG. As missa eram celebradas no Colégio Alvorada. Aos padres dehonianos a nossa eterna gratidão, pois foram eles que nos introduziram na experiência mais libertadora de Deus. Testemunharam que Deus é amor e misericordioso. Foi, de fato, o início de uma grande restauração e reconstrução da Igreja.

 

Em maio de 1985, realizou-se uma grande Concentração Regional das Ligas Católicas, reunindo-se mais de 1.200 liguistas.

 

Na Festa de Pentecostes de 1987, realizou-se a abertura do ano Mariano, considerando-se o 2º Milênio da Natividade de Maria Santíssima. A Igreja Matriz Nossa Senhora da Natividade foi escolhida para ser o Santuário Mariano, deste anos, recebendo as romarias de toda a Diocese.

 

O Sr. Bispo diocesano D. João Corso sucedeu D. Carlos Alberto Navarro em 1989 e sua primeira visita em nossa paróquia, ocorreu em setembro de 1991, presidindo a celebração da festa da Padroeira.

 

Em 1994, foi o ano de encerramento das atividades dos padres dehonianos na paróquia. Neste ano foram inauguradas algumas obras realizadas pelos padre, tais como: acabamento da igreja e troca dos bancos, inauguração do Salão Paroquial Sagrado Coração de Jesus e Centro de Pastoral Catequético.

 

Em 1995, Mos. Roberto Gomes Guimarães, foi eleito bispo, pelo Papa João Paulo II para substituir o emérito D. João Corso. Sua sagração e posse ocorreu em 07/01/1996 e sua primeira visita à Paróquia ocorreu no mesmo ano.

 

A abertura oficial das celebrações dos 150 anos teve início em 30/08/2002, com a abertura do novenário em honra a Nossa Senhora da Natividade.

 

Primeira e grandiosa carreata da fé em honra a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil em 12/12/2002.

 

No dia 20 de junho de 2003, aniversário de emancipação político-administrativa, realizou-se a sessão solene na Câmara Municipal de Natividade.

 

Nesta oportunidade, a Paróquia Nossa Senhora da Natividade foi homenageada pelo seu centésimo quinquagésimo aniversário.

 

No decorrer desses 150 anos, no período de 30 de agosto a 08 de setembro, é celebrado, com muito fervor, a grandiosa Festa de Nossa Padroeira Nossa Senhora da Natividade.

 

Texto retirado do livro Paróquia Nossa Senhora da Natividade. 150 Anos de Fé!